quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Português vs. Inglês: Vitorino no centro da polémica

 

Está instalada a polémica: David Fonseca e Paulo Furtado (ou Legendary Tigerman) criticaram nas suas respectivas páginas de Facebook a entrevista que Vitorino deu recentemente ao Jornal de Leiria. Nas palavras do músico alentejano, os portugueses que cantam em inglês fazem-no por preguiça: «Uma das razões para isso acontecer é a preguiça de cantar em Português, que é muito mais difícil do que o Inglês (...). Não há um músico português que cante em Inglês e tenha um milímetro de carreira num país de língua inglesa. Quando um português canta em Inglês fica tristemente ridículo».
Indignados com as afirmações de Vitorino, David Fonseca e Legendary Tigerman usaram as redes sociais para manifestarem o seu desagrado. A 17 de Agosto, o músico de Leiria colocou na sua página de Facebook um link para a entrevista de Vitorino acompanhado apenas da frase: «Tristemente ridículo». No dia seguinte, ao antecipar o concerto de Viseu, fê-lo com uma t-shirt onde se lê a inscrição «Sadly Ridiculous».
Já Paulo Furtado foi um pouco mais longe e deixou o seguinte desabafo também no Facebook: «Senhor Vitorino, por quem até tinha alguma estima, pegue lá este recado: verdadeiramente ridículo é quando um português canta em Inglês só porque uma marca lhe põe dinheirinho no bolso. Acho que se os artistas se preocupassem mais com a sua arte e integridade e deixassem a dos outros em paz teríamos melhor música em Portugal. Pois trabalhem, que logo colhem frutos».
Recorde-se que Vitorino participa na campanha publicitária da Optimus, Duetos Improváveis, na qual aparece a cantar «All Together Now», um original dos Beatles, ao lado dos Expensive Soul.


No final dos anos 90 já tinha estalado uma polémica semelhante a propósito de uma crónica, no semanário Independente, de Pedro Ayres Magalhães, dos Madredeus, em que criticava os músicos portugueses que cantavam em Inglês. David Fonseca resolveu responder ao comentário de Ayres Magalhães através de um artigo no jornal Blitz em sua defesa e dos Silence 4.

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