terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fado a Património da Humanidade: reunião decisiva começa hoje

O VI Comité Inter-Governamental da UNESCO que vai analisar a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade começa hoje, em Bali, na Indonésia, e decorre até ao próximo dia 29.
Presidido pelo embaixador da Indonésia junto da UNESCO, Aman Wirakartakusumah, o comité é constituído por 24 países, entre eles, Espanha, Quénia, Japão e Venezuela.
A delegação portuguesa chega esta quinta-feira a Bali, sendo composta pelo presidente cessante da Comissão Nacional da UNESCO, embaixador Fernando Andresen Guimarães, o presidente da Comissão Científica da candidatura, Rui Vieira Nery, a directora do Museu do Fado, Sara Pereira, e ainda o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
Os 24 delegados devem analisar um total de 49 candidaturas para inscrição na lista do Património Imaterial da Humanidade, entre as quais o Fado. 
A candidatura portuguesa é uma das sete melhores recomendadas pelo Comité de Peritos da UNESCO, devendo o veredicto ser conhecido na madrugada do próximo domingo.

Candidatura «já é uma vitória»

Entretanto, as fadistas Ana Moura e Luísa Rocha consideraram que independentemente do veredicto dos peritos da UNESCO na reunião de Bali, o género musical já ganhou em investigação e promoção.
«A UNESCO considerar o Fado como Património Imaterial da Humanidade é a cereja no topo do bolo», disse Ana Moura.
Luísa Rocha, por sua vez, afirmou que «o trabalho feito pela candidatura é já uma vitória», já que se deu a «devida importância ao património histórico», procurando-se «resgatar muitas gravações, tomar nota escrita de muita informação que circulava apenas oralmente, pois o Fado é essencialmente uma tradição oral».

Fado ensinado nas escolas

Já Mariza afirmou que, se a UNESCO confirmar o Fado como Património Imaterial da Humanidade, será um factor de orgulho para os portugueses e sugeriu que o género musical seja leccionado nas escolas, na disciplina de História nos 7.º e 8.º anos de escolaridade.
«Talvez se pudesse falar um bocadinho de Fado» sugeriu, considerando que «mesmo não gostando, deve-se ter conhecimento da História do Fado, que é nosso».

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